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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Would it kill you?

Se você é visita, tente comer quase tudo que te oferecerem. Se for vegetariano e fizerem uma carne de panela em sua homenagem, coma. Se tem problemas com salada, coma. Não vai morrer se engolir uma alface uma vez só por alguém.

Uma vez fui à casa de uma amiga estudar e ela me convidou pra ficar pro almoço. Que, aliás, era língua empanada e BOBÓ, aquele negócio verde que parece espinafre do Popeye. Eu sei que é muita criancice minha ainda ficar com pé atrás com qualquer "negócio verde", mas c'mon, thing is disgusting. Comi tudo empurrando com bastante suco porque, gente, foi a bisavó dela que fez. A velhinha toda pequena me pedindo com aqueles olhinhos e a voz tremendo: "come, minha filha, fiz com carinho..." Que tipo de escrota seria eu se não comesse? Coma.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

P.a. da minha vida

(Lugar A: ignorar 1 pessoa; ir até lugar B: ignorar 4 pessoas; ir até lugar C: ignorar 7 pessoas...)

The headlights are swinging all over the lawn

Eu nunca ando de ônibus. Mentira. Eu raramente ando de ônibus. Dessa vez foi porque estamos sem motorista. A única coisa boa de andar de ônibus é saber que eu nunca vou começar a ter aquele cheiro característico de quem anda de ônibus. Cheiro de axila. Cheiro de suor fedido, uma gosminha que se espalha aos poucos e faz a testa brilhar. Camiseta branca e no fim do dia bege que implora por uma máquina de lavar e amaciante Fofo. Chego em casa meio suada, os sapatos com uma laminha na sola e bastante molhada porque o guarda-chuva não ajudou muito, já que precisei lutar com o vento também. Mas se encosto o nariz em qualquer canto da minha pele ainda sinto banho e ar condicionado. Carro novo e vidro fumê. Cheiro bom.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Coisas que acho engraçadas

Roubei de um blog sim e não vou dar link porque tenho ciúmes extremos do meu blog favorito. É, eu tenho um blog favorito e ele não é brasileiro e se você fosse ler, iria odiar. Ai, esqueci que esse blog só é visitado por gente amiga. Esquece então. Depois te dou o link pelo msn. Adoro você, você é inteligente e tem um corte de cabelo legal.

Bigodes, dancinha da raiva do Kevin Bacon, dos & don'ts da Vice, Arrested Development, Charlie the unicorn, Satã, gangbang, Celine Dion, ombreiras, o inglês das aeromoças nos aviões brasileiros, luta eterna do /b/ contra o /gif/ no 4chan, gangsta talk, Jerry cantando o tema de Boston Legal, imitações do Napoleon Dynamite, escrever feijão em caps lock, dança do robô, veganismo, a risada do Tom Hanks em Money Pit, "Your Mom is over 9000", o Holden dançando, Racionais MCs, James Franco, o delegado de Vidas Opostas, Jacob vs. Rosalie, a Deb falando palavrão, areia e argamassa, Crazy Cat Lady dos Simpsons, Jason Schwartzman, mascotes de qualquer coisa (time, olímpiadas, sites, programas), Green Porno, vôlei, Jarhead, "penis @ circensis", Urban Dictionary, RAC, pitins, crack, Zeca Camargo, tipografia, Michael Cera everywhere, Jack Handey, óculos de nerd, o amigo gay do Scott Pilgrim, a Tyra conversando com a Sasha Grey e o nome do usuário que colocou os vídeos do programa no youtube, chamar o McCain de meu velhinho como o Mainardi, o Jim imitando o Dwight, blogs da Globo, essa cena de Clerks 2, band-aids da Hello Kitty, Camp Rock, pudim, The Flight of the Conchords, minhas despedidas do msn com o Erick, pedo, Jorma dançando, Alyson Hannigan em Buffy, ursos, Steve Martin, It's Always Sunny in Philadelphia, Kid fazendo -wub, inserções de Jesus em fotos inapropriadas, o clipe do Marilyn Manson com a nova namorada, Pride and Prejudice, a boca do Andy Samberg, Bill Murray, Lorelai, monocelhas, mini carros, i lol'ed, groupies, o clipe de Deja Vu da Beyoncé, uivo de lobo/lobisomem na televisão brasileira, casacos de pele, traduções de música, Chandler vendo porn, revista Paradoxo, "Sometimes i doubt your commitment to Sparkle Motion!", esse cara (que não só acho engraçado, acho várias outras coisas geniais também), Emílio Zurita, a música do Mindless Self Indulgence sobre aquela série Clarissa Explains It All, "it's just like, it's just like a mini-mall"...

terça-feira, 10 de junho de 2008

Meu computador não é idiota-friendly

E eu o amo muito mais por isso. Anos e anos passei cultivando tudo aquilo que idiotas jamais usariam num pc. É só eles sentarem a frente dele por cinco minutos e começa a reclamação. Resultado: o deixam em paz também em cinco minutos. Sou um gênio, eu sei.

Vêem meu stumble e me olham feio por instalar "spywares, sua burra". Nunca adorei tanto ser burra. Instalei o stumble na minha vida pra que ele pudesse ser mesmo como um spyware, compartilhar tudo que vejo, mas só eu entendo isso. Ele é meu ET. Fica escondido aqui no meu armário, longe do meu irmão mais velho babaca, da Drew Barrymore neném (ela entenderia, claro, talvez até fizesse um makeover no bichinho) e dos amigos intrometidos. Quando estamos sozinhos ele estende o indicador brilhosinho e me mostra todos os sites mais legais do mundo. Toma, pega M&M's, vai.

Minha barra de espaço também é um milagre divino. Ela só funciona comigo. O que é muito estimado porque só eu sei usá-la mesmo. Com todos os outros ela faz um barulhão, comigo ela fica com um som abafadinho e discreto. Talvez porque o resto do mundo babaca não parece saber onde colocar espaços nas frases, depois de vírgulas, antes delas, etc.

E não é que eu seja tão conservadora, mas idiotas usam as mesmas coisas por anos a fio. Não sabem o que é Firefox e não fazem idéia de que há outro player no mundo que não seja o Winamp. "Onde tá o Winamp?" É sempre a pergunta. Digo apenas que não ouço música. Faz parte da minha religião, nãoouçomusiquismo.


***

Vi numa revista que Sex and The City inventou a mulher moderna. Por isso todas elas são umas antas, loud e weepers. Se minha barra de espaço aparecesse no casting de Sex and The City, não seria contratada. Minha barra de espaço é a Sofia Coppola dos computadores. A Charlotte Gainsbourg da informática.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Stupidity III

"Uma vez Flamengo, sempre Flamengo...", rindo e apontando, sempre que descobrem que você "torce" pelo Vasco.

Pelo menos dessa vez teve volta. Nunca deboche de quem paga uma diária de hotel muito mais cara que a sua. Dói.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Um prédio muito pequeno para nós quatro

Aninha tinha dois amiguinhos no seu prédio, Plínio e Verinha. Eles costumavam descer até o pátio para brincar de corda. E eram bons, pelo menos comparados a eles mesmos. Nunca brincavam com mais ninguém, ignoravam completamente a existência de outras crianças. Escutavam todo aquele barulho na rua, mas ignoravam. Pulavam corda o dia todo, até os joelhos doerem. Uma semana inteira andando engraçado, com as pernas meio flexionadas, coluna dobrada. A mãe de Aninha dizia que isso não era bom, ela ficaria com má postura, feia. "Além do mais, há outras brincadeiras no mundo, filha". Ela desconsiderava completamente. Seus amigos brincavam disso, ela tinha que fazer o mesmo. Era como os outros dois pensavam. Até gostariam de tentar mais coisas, mas um forçava o outro inconscientemente a continuar na mesma atividade diária.

Numa semana de abril chegou uma menina nova no prédio. Seu nome era Rita e tinha longos cabelos loiros amarradinhos em um trança que caía em seu ombro. Carregava sempre consigo uma bolsa verde com vários kits de construção, adorava kits de construção. Aninha a achava muito estranha. "Que tipo de criança é essa? Loira? Tranças? Kits de construção? Em que mundo ela vive?" Passou a vigiar tudo que a menina fazia. Em casa, na portaria, estacionamento, todo lugar. Conhecendo seus gostos, os detalhes em suas brincadeiras, suas roupas e até seu jeito de andar e falar. Nas manhãs de domingo, os três amigos se reuniam perto da piscina e riam das esquisitices da menina nova. "Ela nem deve saber pular corda!" "Talvez a corda parada seja difícil demais pra ela, hahaha" Nesse ponto, todos eles já haviam esquecido sua brincadeira favorita. Ao voltar pra casa, todos os dias antes de dormir, brincavam com seus kits de construção novinhos. Eram muito ruins comparados a Rita, mas não conseguiam perceber isso. Uma frente de casinha e pronto, eram experts.

O que eles também não sabiam é que num desses dias Rita estava na área da churrasqueira escutando tudo. Tinha ido até lá para construir um chalé e uma capelinha embaixo do balcão da piscina, onde a chuva não alcançava. Terminado o projeto, começou a ler contos de terror deitadinha no chão, tomando suco de uva de uma garrafinha verde. Foi quando ouviu toda a história das crianças.

No dia seguinte, Rita começou com seu plano. Quietinha, deixaria pecinhas do kit de construção em todos os lugares que os três inimigos costumassem ir. Plínio encontrou um telhadinho vermelho na frente da sua porta. Desviou e esqueceu o fato. Ele iria ao zoológico com os pais mais tarde, tinha mais com o que se preocupar. Verinha encontrou o reloginho da torre perto da ducha da piscina. Com raiva, chutou o brinquedo pra longe e feriu o dedão. Aninha não encontrou o seu. Tropeçou numa chaminé na beira da escada e caiu. Acabou numa cadeira de rodas.

Todos eles ainda brincam com seus kits de construção e perseguem o quanto podem a "menina nova". Rita ignora as três crianças e brinca com seu kit, de corda, de comidinha, detetive, amarelinha...

sábado, 5 de janeiro de 2008

Fight for survival and see if you're worth it.



Keep'em coming!

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Escreva com maiúsculas

Acabei de receber um e-mail meu do passado através do FutureMe e como estou feliz por no futuro ficar tão melhor. Eu escrevia sem maiúsculas, estudava Direito e ouvia Incubus, fora o corte de cabelo e as roupinhas sem graça. Não vou responder à pessoa do passado, ela não vale a pena.

A do passado faria aqui uma metáfora sobre a vida e crescimento. Algo com montanhas russas e planos cartesianos para explicar porque eu mudei. Não preciso disso. Só mudei porque fiquei espertinha o suficiente pra perceber aquilo tudo que estava errado. A cor do meu quarto, minhas cortinas, minha roupa de cama. Mais tarde vou perceber o quanto não sei nada de vinhos e odiarei Vivaldi. Não, isso não. Isso não muda.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

You're a vile, sorry little bitch!

Eu conversava com o Gustavo sobre a atuação em Whatever Happened to Baby Jane e dizia que achava a Bette shitty, ele, divina. Hoje acho que ele está certo, veja como sou maior e revejo minhas idéias. E, c'mon, é o Guzzie, não é gentio.

So, acho que ele está certo, mas continuo dizendo que a técnica é deprimente. A colecionadora de filmes concorda que a Bette fica louca "lindamente" (ela é feia, isso não posso controlar, preciso concentrar mais meu ki), gestos grandiosos, olhos abertos, rosto iluminado por completo. Mas a atriz que está guardada na minha gaveta de calcinhas, ali ao lado do meu racismo e da cuequinha vermelha com a inscrição BUTTS RULE, sim, ela chora, fica com os olhinhos inchados, catarrinho descendo pelo nariz. Lembro bem dos papéis que costumavam me dar no grupo de teatro (eu fiz teatro, woo, vermelha!). O diretor era comunistinha e deixava que os próprios atores indicassem os papéis (uma menina que me odiava me empurrava para as lésbicas, as feias e as idiotas. Beijo, onde quer que você esteja, te amo!). Oh, Deus, eu era a rainha do drama. "A pele clara, os olhos claros, os cabelos... ela é perfeita para a santa/sofredora/princesa!" Todos aqueles textos de ópera, eu gritava, me jogava no chão, chorava, me esfaqueava, era completamente ridícula. Como eu me sentia imbecil sendo Julieta. Como a Julieta é imbecil. Eu era a mongol da Joana D'Arc gritando para avançar em Les Tourelles e Les Tourelles era só a coxia. Não, Isadora Duncan, não! Não quero dançar com os peitos de fora e dizer o quanto a minha vida promíscua é difícil e ao mesmo tempo vanguardista! No carro de volta pra casa eu ouvia Mendelsohn pra "entrar na personagem". Pam, pam, abre as pernas, Isadora, sua vagabunda! Que a grandiloquência se exploda, só quero ser a Wendy e voar pelo quarto. :~

E na apresentação eu me destruía em pensamento. "Que coisa estranha, o que tem no nome da rosa e o cheiro dela, Romeu? Por que não riem disso? É comédia, gente. Meus lábios tremendo enquanto pronuncio essas palavras, hahaha Olha meu vestido bufante, Julieta não sabia nada de moda."

Ontem vi Hush... Hush, Sweet Charlotte e fiquei contente por só assistir e não participar daquilo. Tenho certeza que atores foram amaldiçoados pelas primeiras gerações. "Aquelas prostitutas, que sejam grandiloquentes e exageradas! Que morram de gonorréia e drama!!!" Um alívio. É, Bette Davis, você pode jogar os pratos no chão aí na minha tv 29'', mas fica aí, porque deve ser contagioso. Meus olhos claros, pele clara, mãos delicadas e cabelos levemente anelados pertencem apenas ao meu namorado. Sou a reencarnação de Julie Christie home edition arrumando meu quarto dramaticamente.

Bravo, Bette, cabelos desalinhados, olhos muito abertos, bravo!

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Chuva

Um vento tão forte que mexeu meus cabelos mesmo trancada no vácuo que é esse quarto.

terça-feira, 8 de maio de 2007

Observações

* Eu uso igoogle Casa de chá. A raposa agora está olhando o céu com um telescópio. :}

* Heroes é muito bom. Queria ter o poder de regeneração rápida - damn legs. A personalidade alternativa violenta eu já possuo, não preciso.

* O Leonardo (seleção) continua muito bonitinho... Nham!

* Ah, preciso de um lugar pra guardar os gibis de Heroes:
1- http://www.filefactory.com/file/7f1b1a/
2- http://www.filefactory.com/file/c256ab/
3- http://www.filefactory.com/file/fb3fa7/
4- http://www.filefactory.com/file/700219/
5- http://www.filefactory.com/file/2514c1/

* Hmmm, chocolate quente.

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Coachella sucks balls hard... NOT

Eu escuto "Tropicana" do Ratatat e aparece Alceu Valença no plugin de letras do Terra. Deve ter sido essa maldita música que iniciou aquela palhaçada daquelas respostinhas da platéia aos cantores em shows. "Quando eu disser que aiai vc diz que é oioi quando eu dizer que é oioi vc diz que é aiai". Ew.

Uma das cenas mais bonitas do mundo é a Marilyn atendendo o telefone em "How to Marry a Millionaire". Dobra as pernas, toda relaxada, like just don't care, e fica linda, uma pintura. :~ Tava vendo agora. :~~~

O problema de estar toda nojenta nas pernas é não poder usar peep toes. Sim, por enquanto é o único problema, sou alienada com orgulho. E o problema em usar peep toes é ter que lembrar o quanto a Christina Aguilera ama esses sapatos e aí pensar em o quanto ela é repulsiva. Como grita, como canta se balançando. Logo me imagino voltando da APAE com meu peep toe, me balançando toda como no clipe de "Ain't no other man" e gritando MAMÃÃÃÃÃÃÃÃE, ME PEGÃÃÃÃ. Deprimente.

Nada a ver:


quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Que?

Ultimamente tenho ouvido bastante (blushes) o último cd do Justin Timberlake. E um dos meus maiores prazeres é botar "My Love" pra tocar, pegar o headphone - só serve com ele - e pôr o volume no máximo, só pra sentir o grave da música fazendo todo o meu cérebro saltitar. Resultado: aquela sensação do banho, água caindo e tapando levemente a audição agora é constante no meu ouvido direito. É ruim, fico mexendo no tragus, empurrando pra dentro como se isso fosse resolver o problema. Não resolve. O zunido às vezes é forte, fico meio tonta. Vocês sabem a parcela de importância do ouvido no equilíbrio, não vou explicar. Enfim, tenho um ouvido chiando, estou meio surda, o que talvez seja legal porque evito ouvir as baboseiras do meu irmão, como "uuuh, Scarlett Johansson é feia" e um pouco de vertigem. Gu-reat!

Já que não ouço, nada de filmes ou músicas, vai uma foto.