terça-feira, 10 de junho de 2008

Meu computador não é idiota-friendly

E eu o amo muito mais por isso. Anos e anos passei cultivando tudo aquilo que idiotas jamais usariam num pc. É só eles sentarem a frente dele por cinco minutos e começa a reclamação. Resultado: o deixam em paz também em cinco minutos. Sou um gênio, eu sei.

Vêem meu stumble e me olham feio por instalar "spywares, sua burra". Nunca adorei tanto ser burra. Instalei o stumble na minha vida pra que ele pudesse ser mesmo como um spyware, compartilhar tudo que vejo, mas só eu entendo isso. Ele é meu ET. Fica escondido aqui no meu armário, longe do meu irmão mais velho babaca, da Drew Barrymore neném (ela entenderia, claro, talvez até fizesse um makeover no bichinho) e dos amigos intrometidos. Quando estamos sozinhos ele estende o indicador brilhosinho e me mostra todos os sites mais legais do mundo. Toma, pega M&M's, vai.

Minha barra de espaço também é um milagre divino. Ela só funciona comigo. O que é muito estimado porque só eu sei usá-la mesmo. Com todos os outros ela faz um barulhão, comigo ela fica com um som abafadinho e discreto. Talvez porque o resto do mundo babaca não parece saber onde colocar espaços nas frases, depois de vírgulas, antes delas, etc.

E não é que eu seja tão conservadora, mas idiotas usam as mesmas coisas por anos a fio. Não sabem o que é Firefox e não fazem idéia de que há outro player no mundo que não seja o Winamp. "Onde tá o Winamp?" É sempre a pergunta. Digo apenas que não ouço música. Faz parte da minha religião, nãoouçomusiquismo.


***

Vi numa revista que Sex and The City inventou a mulher moderna. Por isso todas elas são umas antas, loud e weepers. Se minha barra de espaço aparecesse no casting de Sex and The City, não seria contratada. Minha barra de espaço é a Sofia Coppola dos computadores. A Charlotte Gainsbourg da informática.

domingo, 25 de maio de 2008

Agora sim



Não sei porque, mas quis fazer músicas pra viagem de carro. Depois vejo algum tema melhor. Tipo "everybody was kung fu fighting" ou whatever. Eu tava vendo um documentário sobre Bruce Lee no FX e ainda estou sob o efeito, me desculpem.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Sobre o debate e sua importância

O debate é aquilo que você costuma comentar em rodinhas e que te deixa bonzinho e corretinho perante seus outros amigos vermelhos e não tem importância alguma.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Cabelos sob o lenço








Coleção outono/inverno da Reality Studio.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Stupidity III

"Uma vez Flamengo, sempre Flamengo...", rindo e apontando, sempre que descobrem que você "torce" pelo Vasco.

Pelo menos dessa vez teve volta. Nunca deboche de quem paga uma diária de hotel muito mais cara que a sua. Dói.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Um prédio muito pequeno para nós quatro

Aninha tinha dois amiguinhos no seu prédio, Plínio e Verinha. Eles costumavam descer até o pátio para brincar de corda. E eram bons, pelo menos comparados a eles mesmos. Nunca brincavam com mais ninguém, ignoravam completamente a existência de outras crianças. Escutavam todo aquele barulho na rua, mas ignoravam. Pulavam corda o dia todo, até os joelhos doerem. Uma semana inteira andando engraçado, com as pernas meio flexionadas, coluna dobrada. A mãe de Aninha dizia que isso não era bom, ela ficaria com má postura, feia. "Além do mais, há outras brincadeiras no mundo, filha". Ela desconsiderava completamente. Seus amigos brincavam disso, ela tinha que fazer o mesmo. Era como os outros dois pensavam. Até gostariam de tentar mais coisas, mas um forçava o outro inconscientemente a continuar na mesma atividade diária.

Numa semana de abril chegou uma menina nova no prédio. Seu nome era Rita e tinha longos cabelos loiros amarradinhos em um trança que caía em seu ombro. Carregava sempre consigo uma bolsa verde com vários kits de construção, adorava kits de construção. Aninha a achava muito estranha. "Que tipo de criança é essa? Loira? Tranças? Kits de construção? Em que mundo ela vive?" Passou a vigiar tudo que a menina fazia. Em casa, na portaria, estacionamento, todo lugar. Conhecendo seus gostos, os detalhes em suas brincadeiras, suas roupas e até seu jeito de andar e falar. Nas manhãs de domingo, os três amigos se reuniam perto da piscina e riam das esquisitices da menina nova. "Ela nem deve saber pular corda!" "Talvez a corda parada seja difícil demais pra ela, hahaha" Nesse ponto, todos eles já haviam esquecido sua brincadeira favorita. Ao voltar pra casa, todos os dias antes de dormir, brincavam com seus kits de construção novinhos. Eram muito ruins comparados a Rita, mas não conseguiam perceber isso. Uma frente de casinha e pronto, eram experts.

O que eles também não sabiam é que num desses dias Rita estava na área da churrasqueira escutando tudo. Tinha ido até lá para construir um chalé e uma capelinha embaixo do balcão da piscina, onde a chuva não alcançava. Terminado o projeto, começou a ler contos de terror deitadinha no chão, tomando suco de uva de uma garrafinha verde. Foi quando ouviu toda a história das crianças.

No dia seguinte, Rita começou com seu plano. Quietinha, deixaria pecinhas do kit de construção em todos os lugares que os três inimigos costumassem ir. Plínio encontrou um telhadinho vermelho na frente da sua porta. Desviou e esqueceu o fato. Ele iria ao zoológico com os pais mais tarde, tinha mais com o que se preocupar. Verinha encontrou o reloginho da torre perto da ducha da piscina. Com raiva, chutou o brinquedo pra longe e feriu o dedão. Aninha não encontrou o seu. Tropeçou numa chaminé na beira da escada e caiu. Acabou numa cadeira de rodas.

Todos eles ainda brincam com seus kits de construção e perseguem o quanto podem a "menina nova". Rita ignora as três crianças e brinca com seu kit, de corda, de comidinha, detetive, amarelinha...

sábado, 5 de janeiro de 2008

Fight for survival and see if you're worth it.



Keep'em coming!